Vejo muita gente que se lamenta pelas más experiências passadas na vida. Um arrependimento intencionalmente divulgado aos quatro ventos, como para que se convencer a todos (e a si mesmo) de sua identidade de mártir. Afinal, ser uma eterna vítima pode ser muito vantajoso. A partir do momento que “a vida não foi piedosa com você”, todas as suas falhas estão perdoadas e suas derrotas explicadas. Discordo. Quero mais é tomar muita porrada na cara.
Tudo, absolutamente tudo pelo que se passa, é positivo. Não que eu creia no mundo 100% ou na felicidade plena. Mas se há uma forma de se chegar a ela, é aprendendo a dor de sobreviver. Sejamos mais práticos, para que qualquer um possa entender a enunciação deste texto:
Seu chefe fdp não te paga um salário justo?
Ótimo. Quando você conseguir um próximo emprego, terá base inicial para avaliar se seu patrão é 171 ou não. E mais, no dia em que você for um chefe, poderá não repetir os mesmo erros.
Seu pai ou mãe foi ausente?
Perfeito! Você teve a melhor oportunidade possível de aprender a técnica da auto-suficiência. E ser auto-suficiente é o primeiro passo para não jogar a culpa do mundo nas costas dos outros.
Sua companheira(o) te traiu/abandonou?
Certo. Hora de olhar pra trás e, imparcialmente, avaliar onde estavam os erros. Eles podem ter sido cometidos por você. Ou não. Às vezes você estava metido com uma vagabunda (cachorro, se for homem) e tem mais é que querer que ela(e) vá pra putaquepariu. E na próxima, escolher melhor.
Encerro com a citação de Nietzche, e frase de abertura do filme “Conan, O bárbaro”.
“What doesn’t kill you, makes you stronger.”
(“o que não te mata, te fortelece”)
João Resende.